' Outra hora estava lembrando de quando minha avó materna me ensinou à fazer crochê, falando assim parece que ela é a avó mais carinhosa do mundo, minha avó é uma mulher de garra, que luta, mas é uma mulher que não demonstra seus sentimentos, parece um sargento, está sempre disposta à nos dar uma "dura", mas dificilmente à nos dar um abraço... Eu amo à minha avó, muito mesmo, e sei que ela me ama e ama todos os outros netos e bisnetos também, mas ama do jeito dela e a gente tem que respeitar... Ela me ensinou à fazer crochê, fazer as toalhas de mesa que ela faz com tanta habilidade e rapidez que eu nunca conseguiria alcançar, pois ela conquistou tamanha habilidade com o tempo, com a experiência. Certa vez, no meu antigo colégio, a professora de história pediu pra levar algum objeto antigo e contar a história de tal objeto, os meus colegas levaram objetos de porcelana, relógios de ouro daqueles que se coloca no paletó, caixinhas de música, eu levei somente uma faca velha, de cor amarelo desbotado e sem ouro nenhum, minha professora chegou à rir e perguntar se eu havia achado no lixo, mas que ironia, coitada! Minha avó carrega essa faca desde sua juventude, quando ainda era pescadora, no dia em que perdeu sua melhor amiga Zalico, quando as duas estavam pescando nas pedras, lá estava a faca... Eu respondi assim à minha professora e no mesmo instante ela disse "Tá vendo, a gente olha assim e pensa que é um objeto sem valor algum, mas o valor está na história na qual o objeto se encaixa...", disse isso porque é verdade, a faca pode não ter valor financeiro algum (e não tem mesmo), mas a história na qual se encaixa é fantástica e pobre de mim que pouco sei sobre tal... Minha avó é uma guerreira e eu a amo muito! 'segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Vó ♥
' Outra hora estava lembrando de quando minha avó materna me ensinou à fazer crochê, falando assim parece que ela é a avó mais carinhosa do mundo, minha avó é uma mulher de garra, que luta, mas é uma mulher que não demonstra seus sentimentos, parece um sargento, está sempre disposta à nos dar uma "dura", mas dificilmente à nos dar um abraço... Eu amo à minha avó, muito mesmo, e sei que ela me ama e ama todos os outros netos e bisnetos também, mas ama do jeito dela e a gente tem que respeitar... Ela me ensinou à fazer crochê, fazer as toalhas de mesa que ela faz com tanta habilidade e rapidez que eu nunca conseguiria alcançar, pois ela conquistou tamanha habilidade com o tempo, com a experiência. Certa vez, no meu antigo colégio, a professora de história pediu pra levar algum objeto antigo e contar a história de tal objeto, os meus colegas levaram objetos de porcelana, relógios de ouro daqueles que se coloca no paletó, caixinhas de música, eu levei somente uma faca velha, de cor amarelo desbotado e sem ouro nenhum, minha professora chegou à rir e perguntar se eu havia achado no lixo, mas que ironia, coitada! Minha avó carrega essa faca desde sua juventude, quando ainda era pescadora, no dia em que perdeu sua melhor amiga Zalico, quando as duas estavam pescando nas pedras, lá estava a faca... Eu respondi assim à minha professora e no mesmo instante ela disse "Tá vendo, a gente olha assim e pensa que é um objeto sem valor algum, mas o valor está na história na qual o objeto se encaixa...", disse isso porque é verdade, a faca pode não ter valor financeiro algum (e não tem mesmo), mas a história na qual se encaixa é fantástica e pobre de mim que pouco sei sobre tal... Minha avó é uma guerreira e eu a amo muito! '
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Sem dúvida alguma ela nos ama. No entanto, ao contrário de outras avós q gostam de dar carinho, nossa vozinha gosta de receber carinho.
Sua história luta, de guerreira, esconde uma mulher que espera por carinho, sem que demostre isso.
Parabéns por sua sensibilidade mana.
Bjs
Postar um comentário