Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E canto no correr dos rios ...
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.
(...)
(Fernando Pessoa. Obra Poética. Poemas completos de Alberto Caeiro.
Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1992. p. 220.)
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