eu não quero ninguém tocando nas minhas feridas abertas e também não quero que ninguém me entenda só às vezes . as minhas feridas cuido eu, sempre foi assim. talvez eu precise mesmo de alguém com quem eu possa contar, e isso eu posso contar nos dedos de uma mão só. as pessoas estão ocupadas demais o tempo todo , estão pouco se lixando para quem quer que seja. de vez em quando sobra um tempinho pra fingir desapego, fingir que se importam. eu to disposta a sofrer as consequências, eu to disposta a ouvir e ajudar quando necessário, mas eu não quero que seja necessário sempre, porque 'das minhas feridas cuido eu', então eu preciso de um tempinho que seja pra cuidá-las até que elas sejam curadas e cicatrizadas. as minhas feridas abertas , não são poucas, não são muitas, porque eu continuo vivendo de um jeito diferente, não é sempre que eu deixo transparecer a dor que eu sinto, às vezes eu deixo, mas é sem querer e nem eu mesma percebo. às pessoas me veem sorrindo, isso é a minha camuflagem, é o meu abrigo pra que ninguém se interesse nos meus problemas, nas minhas dores aflitas que eu tento esconder pra que não tentem me entender, eu sou figura, sou enigma, eu é que quero ser assim .
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