Me senti voraz, com fome das letras impressas ali, estava inquietamente aguardando para dar continuidade à leitura do livro, então se fez e bem feito. Li o livro todo hoje, página por página, sentimento por sentimento ... Marco César não faz muito meu tipo , mas é admirável pelo jeito pacato que tem (levanta a calça e cospe) , bem, não sei se pacato é a palavra certa para classificá-lo, o sujeito culpado e não-culpado... Mas o que vale mesmo, o que me encantou de fato é a forma como Jorge M. Marinho escreve as coisas, pondo sutileza nas entrelinhas e nas vírgulas, nas páginas laranjas assim como o início de algumas frases, até algumas poucas páginas pretas ... "Lis no peito" , para ler com voracidade e imaginar as cenas, a amoreira, o pássaro, Clarice (a menina), Marco César, a voz do autor, Jarbas, Clarice (a escritora), o sangue, o crime, o amor, as coisas ... Valeu apena ler este mundo de emoções .
" Procuro como Clarice Lispector procurava urgentemente escrever para entender melhor o que ela sabia e não sabia direito porque viver só se aprende vivendo ... " ( pág. 180)
"Você me entende...?" (pág. 181)
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