sábado, 21 de novembro de 2009

Mané - Susan Berchot


Você estava além do que os meus olhos podiam ver, o seu rostinho angelical como todas as outras vezes me deixou cega. Você e todos os seus defeitos, escondidos, camuflados na falsa sinceridade que você manifestava, e ainda manifesta. De novo vai vir com o papinho de "eu te amo", "vamos sair?" e "você não quer mais saber de mim" o que me faz ficar com dó de você e eu acabo me entregando aos poucos, que merda, pensei que a burrice que existia em mim (e ainda existe) durasse só até a primeira desilusão (amorosa ou não), mas pelo jeito ela é mais forte um pouquinho, mais resistente do que eu pensei. Cansei de ouvir sempre as mesmas histórias dos meninos que (como você) na minha frente são uns anjos, doces, suaves e educados até a hora que dou as costas e falam, falam, falam, falam muito mal, talvez para se engrandecerem, o que pode até acontecer entre o seu grupo de amigos que te acham o cara, mas não comigo, que prometi pra mim mesma te achar o mais mané da face da Terra, e mais: idiota, sem coração, estúpido. Um dia, que eu espero que não demore muito, eu vou cuspir todas essas palavras na sua cara e você não vai ser só mais um mané pra mim, como também pra todos que estiverem presentes na última cena do seu teatrinho barato. Docinho, a sua hora há de chegar .

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