segunda-feira, 23 de novembro de 2009

- trechos -

"Nunca é tarde demais, ou, no meu caso, cedo demais para ser quem você quer ser. Não há limite de tempo. Você pode mudar ou ficar na mesma, não há regras para isso. Nós podemos fazer o melhor ou o pior. Espero que você faça o melhor. E eu espero que você veja coisas que assustem você. Eu espero que você sinta coisas que você nunca sentiu antes. Eu espero que você encontre pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que você se orgulhe. E se você achar que você não, eu espero que você tenha a força para recomeçar."

"O curioso caso de Benjamin Button."

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"(...)Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto. Acho que mesmo que ela não fosse Clarice Lispector eu sentiria a mesma coisa. Por incrível que pareça, voltei de lá com febre e taquicardia. Vê que estranho. Sinto que as coisas vão mudar radicalmente para mim - teu livro e Clarice Lispector num mesmo dia são, fora de dúvida, um presságio. Fico por aqui, já é muito tarde.



Um grande beijo do teu Caio"


Caio Fernando Abreu. Trecho da carta escrita a poeta Hilda Hilst, a qual fala sobre seu encontro com Clarice Lispector.

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