quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sapo - Susan Berchot



Você sempre caiu nos piores clichês, "minha princesa" era o pior de todos... Todas as vezes que você resolvia me chamar "carinhosamente" assim, eu pensava que você só podia ser um sapo. E com o passar do tempo eu tive certeza que sim, você era um sapo. Pegajoso, verde, bocudo, frio, molengo. Um sapo que não pode ser domesticado, que não é digno de receber amor, um sapo selvagem, mas ainda assim um sapo apaixonado. Por todos esses motivos é que eu tinha que fugir de você, das suas loucuras, do seu medo de me perder, das suas angústias, da sua pele verde, eu tinha que fugir da sua paixão e foi isso o que eu fiz. Hoje, sem sapo, eu sou mais feliz e continuo odiando princesas que atraem os sapos como você.

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