terça-feira, 20 de abril de 2010

De qualquer jeito, na bancada e tal. - Susan B.

Quando chega o fim da tarde eu vou caminhando lentamente, como quem não tem pressa em chegar, eu vou caminhando, calma e sóbria até a sacada, sento nas almofadas com tecido indiano que você comprou pra mim num brechó qualquer, sento e penso, penso e me dá uma irracional vontade de chorar, e olha ... eu choro. Eu choro porque sinto saudade, porque meu coração que sempre foi muito espaçoso anda tão pequeno, tão frágil ... tudo porque você (e essa mania de querer ser livre) resolveu que não dava mais pra ficar nessa de 'namoridos'. E eu choro falando sozinha, na verdade, falando e prometendo pra você, que se você quiser voltar eu compro um apartamento mais amplo, você traz os seus cachorros, eu prometo que não vou ficar cobrando nada, eu aceito as tuas migalhas, eu só quero as suas roupas espalhadas pela casa, eu só quero você livre de qualquer cerca-elétrica-contra-amores, eu quero você livre, comigo.

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