quarta-feira, 14 de julho de 2010

Ausências, frustrações.

Eu vivo do que não existe. Eu vivo de ausências, da ponta quebrada do lápis que não me deixa escrever, do maldito telefone que não toca, do sol que não apareceu hoje e ainda insisto em dizer que sou pura vida. Quanta prepotência, sou tão mórbida. Eu vivo das coisas que poderiam ter dado certo mas alguém decidiu que não era o momento. Abri a caixinha de música e não tocou a valsa, não saiu nem uma mísera notinha, nada, nem ré, nem fá ... a bailarina devia estar triste, o pianista, o mundo inteiro devia estar triste enquanto eu me alimentava de coisas que quase foram, que quase aconteceram, de frustrações. Sigo portanto, agurdando a tristeza que vem sem hora marcada, pra afogar minhas mágoas e continuar, apenas continuar .


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Autoria de Susan Berchot.

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