Sempre esperei o dia em que eu me sentisse a vontade em escrever um texto de amor pra ele, uma irônica coincidência ser este o dia em que eu sofro por perdê-lo, pois é, dizem que fossa serve de inspiração. Neste momento eu gostaria de estar acariciando suas bochechas ou seu cabelo. Gostaria de novamente sentir que nada de mal nos aconteceria enquanto eu estivesse deitada sobre seu peito e dormir em paz apenas por tê-lo ali. Vou sentir saudades das tantas vezes que ele me deu susto, algumas morri de rir e outras fiquei brava. Vou sentir saudades de ver seu nome aparecer no meu celular e ganhar o dia. Vai ser difícil esquecer os cuidados que tivemos um com o outro, e vai ser difícil também esquecer os descuídos e deslizes que permitimos que nos acontecesse. “Vai doer, mas não tem jeito fácil de terminar. Vou sofrer, mas te amo e não quero te magoar... (Não fique assim, vai ficar tudo bem quando a dor passar)” Vai passar, eu sei que vai passar, mas ao mesmo tempo parece que não vai passar nunca, e o meu coração mais uma vez se encolhe e mal posso pensar em outras coisas, outras pessoas, outros lugares... Ainda que distantes sabíamos que mais cedo ou mais tarde arrumaríamos um tempo para cultivar o nosso amor. Deu certo, ah e como deu. Difícil ver casal com tanta química, parece que ele adivinhava cada um dos meus pensamentos, ah e ele sempre soube como fazer eu me sentir especial na sua presença. A intímidade que nos permitimos e que conquistamos ficou perdida no tempo. Não soubemos dosar. Vou sentir tanta saudade do homem com jeito de menino (ou seria um menino com jeito de homem?) que me fez ainda mais mulher e que não vai morrer no tempo, não vai se perder aos poucos, ele sempre estará vivo bem aqui dentro de mim.

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