Dá no mesmo. Chega o sábado a noite e ela se arruma pra sair, toda cheia de si, voltando sempre vazia, indo dormir vazia, não tem ninguém pra conversar antes de pegar no sono, e acordando "que nem" um urso panda, a maquiagem borrada, a cara amassada,a festa estava cheia mas ela voltou sozinha, talvez ela não tenha voltado sozinha, mas dá no mesmo, continua vazia. Sábado a noite tem dessas coisas menina, sábado a noite não tem príncipe, tem sapo, as gatas borralheiras transformam-se em cinderelas (que às vezes duram até o amanhecer), muitas cinderelas loucas por um cara (que não seja só mais um cara) pra acordar junto e diferente de todas as outras vezes, preenchê-las. Mas um cara, ou melhor O cara, não deve frenquentar esses tipinhos, esses lugarezinhos invadidos por gente vazia, O cara mesmo não procura, não completa, não preenche, não alivia a dor, O cara só existe e incomoda, mas é ele sempre O cara, afinal, é disso que elas gostam.
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